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domingo, 23 de agosto de 2015

Resenha - O Silencioso Mundo de Flor




Nome do livro: O silencioso Mundo de Flor
Autora: Cecilia Cavalieri França
Ilustrador: André Persechini
Editora Fino Traço
Ano de publicação: 2011



Se fosse dar uma nota de 1 a 100 para o livro seria 64.85. A única coisa que incomodou eu foi a repetição das coisas que já falou no livro.

Os principais personagens são Flor e Téo. Eles são amigos mas a Flor é surda e o Téo gosta de sons.

O livro fala sobre vários instrumentos musicais que não conhecia, mas eu vi vídeos dos instrumentos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Na biblioteca da estação... Albert

Conhecia esse livro de outros tempos, e quando encontrei no sebo, fiz questão de comprar para o pequeno. Assumo que este aqui não veio parar aqui por ser um dos favoritos dele, embora ele goste que eu o leia de vez em quando, mas porque acho que é um livro que ajuda ele a lidar com o fato de ter uma personalidade que não se encaixa muito no que se espera. Não, ele não é um gênio,mas é um menino muito pensativo e que tem enfrentado lá alguns problemas na escola por sua personalidade contemplativa / distraída.

Então, o livro de hoje na biblioteca da estação é

Albert

Escrito por Alberto Goldin, ilustrado por Paolo Cardoni

editado pela Berlendis & Vertecchia Editores

Albert conta a história de um menino que era silencioso e pensativo, e que gostava de observar as coisas mais do que de se envolver nas coisas cotidianas. Albert era um tanto incompreendido, mas estava mais preocupado em entender a natureza das coisas... e cresceria para se tornar um grande cientista. Um ótimo livro para mostrar que existem muitos jeitos de se ver o mundo e que as diferenças fazem parte de nós.  

domingo, 26 de junho de 2011

Coisas de André - o menino que escreve (ou A Entrevista)

Fazendo umas atividades de lição de casa hoje tivemos uma pequena entrevista que eu estou transcrevendo aqui...

Meu brinquedo favorito é TREM

O animal que eu mais gosto é PINGUIN

Minha roupa preferida é ROUPA DE TREM (a camiseta do Thomas)

O que eu adoro comer é UVA (verde)

Meu nome é ANDRÉ MOUREIRA BOUENO DE CAMARGO

Eu nasci no dia 24/MAIO/2005

Eu tenho 6 anos.

Meu cabelo é CASTÃNHO

Meus olhos são CASTÃNHOS

Meu sapato é número 27



(eu sei que para quem não é do "povo da educação" pode parecer bobo, mas eu sou apaixonada pelo modo como ele escreve nosso sotaque na escrita do sobrenome ou usa o til para mostrar que a vogal tem som fechado...)

Ah sim. Eu só observei e no caso da data de nascimento providenciei a certidão de nascimento dele para que ele pudesse pesquisar. (Ele fazendo contorcionismo para achar o número no tênis foi um show a parte)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

parando na estação...

Sei que o blog andou meio abandonado. Podia dizer, "ainda não peguei o ritmo" mas a verdade é que é insegurança mesmo.

Medo de falar besteira, sei lá.

Decidi que vou escrever sim, mesmo que seja para escrever errado.

É um blog né, é uma coisa pessoal.


Hoje por acaso, entrei em um blog de uma mulher que o filho é alérgico. Uma história parecida com a do meu pequeno, no começo. Mas a diferença é que um diagnóstico tardio transformou a alergia do menino dela em uma alergia múltipla, que foi gerando um monte de outros problemas, alergias a um monte de outras coisas. Lembro das nutricionistas falarem desse risco.

Enquanto eu lia, senti um frio no estômago lembrando do tempo do tratamento e de todo o medo e incerteza, das cobranças das pessoas, da incompreensão do problema. Infelizmente, muita gente acha que alergia é frescura.

Fico pensando em como minha decisão pela amamentação exclusiva e a teimosia da dr.Eduardina em descobrir o problema do pequeno mudaram a história dele, impediram que o problema fosse muito pior e permitiram que hoje ele não tenha nenhuma sequela daquilo tudo.

Já fazem quatro anos. Tudo aquilo virou passado. As idas primeiro semanais e depois quinzenais até o ambulatório de nutrição da Fundação, o anotar de tudo que ele ingeria, o sofrimento por não poder comer nada - aquela Páscoa inesquecível, comigo chorando de raiva dentro do banheiro porque minha tia, de propósito, fez tudo que era possível usando leite por não acreditar na alergia, me deixando de prato vazio. O pavor da balança quando dez gramas de ganho de peso eram comemoradas. As dezenas de exames. A introdução ao leite feita na porta de uma UTI.

Ler aquele blog me fez lembrar de tudo isso. Ao mesmo tempo, me deu uma paz tão grande, de saber que conseguimos sobreviver a aquilo tudo. Que nossa teimosia deu resultado. Que o uiverso conspirou para que eu fosse uma loba feminista e louca empedernida, e que desde o começo quisesse uma maternidade fora do que me era imposto pela mídia, com um companheiro que abraçou a causa e se tornou ele mesmo um militante por uma maternidade e paternidade mais naturais.

Meu menino agora vive outras aventuras. Como ser um cara tão sensível em um mundo tão duro. Semana passada, a professora dele esqueceu de colar no caderno de recados do pequeno o bilhete pedindo o material que seria usado para uma lembrança de dia das mães. Ele foi o único sem fazer a atividade naquele dia, graças ao ato de irresponsabilidade dela. Chegou mudo em casa, e a noite teve febre e vômito. Levou o material no dia seguinte, fez a atividade e ficou bem. Quem ia imaginar que algo assim ia afetar ele em um nível físico?

Mas olho para ele e fico orgulhosa de tudo que passamos juntos, de tudo que superamos juntos. Acho que somando tudo, nós três fazemos um grande time.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Visitando a escola



Semana passada o pequeno foi visitar a escola. Fomos muito bem recebidos. A funcionária responsável pela brinquedoteca nos levou pelo tour, e foi explicando para ele o ambiente. Ele estava muito curioso e interessado,  e gostou muito do que viu.


A EMEI é uma gracinha. Tem sala de informática, brinquedoteca/biblioteca/sala de vídeo, as salas são muito claras e as mesinhas são todas coloridas. As mesas do refeitório tem toalhas estampadas com trens - e ele achou isso o máximo. O ambiente é todo acessível e as portas das salas são coloridas, assim as crianças conseguem se localizar facilmente.

Investigou o espaço todo, conversou com a funcionária, se sentiu acolhido. Sexta feira é o primeiro dia de aula e então vamos descobrir quem é a professora.

Gostei das instruções passadas: os alunos não devem levar lanche, uma vez que a escola tem merenda (para ele que vai estudar a tarde, é lanche da tarde), pensado por nutricionista, mais saudável que uma lancheira cheia de doces, e seria injusto que quem pode levasse coisas extras e quem não pode ficasse na vontade. Do mesmo modo eles incentivam que o material cotidiano seja aquele que a prefeitura disponibiliza nos kits dos alunos: mais uma coisa para evitar comparações e por consequência, evitar preconceitos. Gosto disso, dessa postura igualitária.


No fim, o único material escolar que foi comprado por enquanto foi a mochila, com os heróis da Marvel estampados nela. Não tem o Hulk, mas o Homem de ferro e o Thor, os outros preferidos do André, estão lá, bonitões. Ela é de rodinhas, assim ele mesmo pode levar a mochila pelo caminho, sem machucar as costas.

E sexta feira, eu passo a tarde lá com ele, para o primeiro dia de aula, e volto com mais fotos...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A coisa da escola

Uma galera sabe minha opinião sobre escola. Mas acabamos tendo que fazer as coisas na medida do possível, então pelo menos temos as nossas pequenas vitórias. Garanti ao menos que estes 5 anos tenham sido livres de escola, e agora estamos indo para uma escola pública (portanto laica e inclusiva, por força da lei) municipal, cheia de gente que conhecemos.

Ontem foi a primeira reunião. O Ragabash foi sozinho porque fizeram o favor de justo esta quarta feira me convocar para trabalhar fora do meu horário. Pequeno está matriculado a tarde, mas ainda não sabemos o nome da professora. As aulas começam dia 4 de fevereiro, mas no primeiro dia um de nós fica com ele e nas duas primeiras semanas ele fica só até o intervalo - é a adaptação.


A reunião tinha uma pauta cheeeia de coisas. Nada demais para nós que vivemos no meio escolar, mas é bacana ver um pouco sobre como eles vêem as coisas. A direção parece ser muito coerente.

A escola é muito fofa. Toda pequenininha. Foi construída para ser escola de gente pequena, tem a planta toda pensada nesse sentido. É acessível, colorida e lúdica.  E fica a 10 minutos a pé de casa.

Para o André, que já segue o lema "toda paixão me diverte" essa história de escola parece ser bem legal. Estamos trabalhando isso com ele: como a escola é legal, porque ele precisa obedecer a professora, que ele tem que ser cuidadoso quando for brincar com os coleguinhas, que ele vai fazer muitos amigos novos. De leve, no meio das conversas, vamos colocando essas coisas.

Em janeiro ele vai ir conhecer a escola (na verdade ele já foi lá antes, mas agora vai ser oficial, né). E ai teremos mais novidades sobre o assunto.